sábado, 18 de agosto de 2012

A vida nada doce

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E é um tremendo paradoxo que, ao mesmo tempo em que seu organismo começa a produzir glicose demais, a vida pareça ficar menos doce. Bom, pelo menos é assim que eu enxergo a diabetes mellitus ou apenas diabetes. Eu não sei exatamente há quanto tempo minha avó paterna é diabética, eu sei, apenas, que desde que eu nasci eu a vejo aplicar insulina e tomar dezenas de remédios. Não só para a diabetes, mas também para pressão alta, ácido úrico, problemas de circulação, entre outros. Acredito que todo mundo conheça a diabetes, mas que poucos realmente saibam como é a rotina de um diabético.
A minha avó tem a diabetes tipo 2, aquela que aparece depois de uma certa idade e que segundo o Ministério da Saúde é também conhecida como Diabetes Não Insulino-Dependente - É a mais frequente (90 por cento dos casos):

"O pâncreas produz insulina, mas as células do organismo oferecem resistência à ação da insulina. O pâncreas vê-se, assim, obrigado a trabalhar cada vez mais, até que a insulina produzida se torna insuficiente e o organismo tem cada vez mais dificuldade em absorver o açúcar proveniente dos alimentos. Este tipo de diabetes aparece normalmente na idade adulta e o seu tratamento, na maioria dos casos, consiste na adoção duma dieta alimentar, por forma a normalizar os níveis de açúcar no sangue. Recomenda-se também a atividade física regular. Caso não consiga controlar a diabetes através de dieta e atividade física regular, o doente deve recorrer a medicação específica e, em certos casos, ao uso da insulina. Neste caso deve consultar sempre o seu médico."

Ela descobriu a doença ao tomar refrigerante. Um copo foi o suficiente para que ela desmaiasse. E assim começou a caminhada dela rumo ao controle de açúcar, ou como em que todos descobrimos (pelo menos aqui em casa) que 'açúcar demais amarga'. No próximo post eu vou dizer por quê.
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