quinta-feira, 2 de agosto de 2012

O Desafio

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Esse final de semana eu percorri 630km, 8 pedágios, fiz um tanque e meio de gasolina e 72 horas, uma praia, uma duna, uma ponte, uma lagoa, um parque, vários morros e mais alguns km de uma viagem que abriu os olhos dos meus pais (e os meus) para um mundo novo, uma viagem com os amigos partindo de Curitiba-PR para Florianópolis-SC dirigindo sozinha. Após o término da descida da serra catarinense, na nossa primeira parada para esticar as pernas eu olhei pra mim mesma e pensei: "eu posso". Quer coisa melhor do que descobrir que você tem capacidade para fazer alguma coisa? Foi incrível a sensação de saber que estava me virando completamente sozinha (claro, com a companhia dos meus amigos), mas completamente sozinha na direção de um carro e pensando que eu tinha aquele controle e que eu conseguia me virar sozinha. Foi incrível. Minha mãe, antes de viajarmos, chorou e não por que estava preocupada que poderia dar algo errado, mas porque eu, definitivamente, não sou mais 'a menininha que há pouco tempo dançava de fraldas' (segundo a descrição dela). Ela ficou muito orgulhosa de mim. Meu pai também. E aposto que meu avô e meu padrinho, lá no céu, também ficaram orgulhosos. É por conta dessa família aventureira que eu adoro viajar e aproveitar ao máximo os lugares que eu conheço. Eu gosto de conhecer novas culturas, novas paisagens, novas pessoas, novas ideias, parece que tudo isso vai alimentando na gente uma vontade de querer fazer mais, de procurar descobrir novos lugares, como num círculo vicioso. A adrenalina e toda a emoção que estão envolvidas em viagens são como uma nova carga para a nossa bateria e assim a nossa cabeça começa a funcionar em outra frequência, não sei explicar, é fabuloso. Espero que em breve eu tenha novas experiências como essa para compartilhar com vocês.
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