quinta-feira, 6 de setembro de 2012

A vida nada doce II - Novos dramas

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E voltamos ao que estávamos vivendo no começo do ano. Hospital. Internação. UTI. Vovó está internada com insuficiência renal e eu nunca a vi tão debilitada, assim como não a vi fazer tantas brincadeiras com os enfermeiros como ontem. Quando os rapazes da ambulância vieram buscá-la eles disseram "a senhora vai dar uma passeadinha?" e ela respondeu "não é a passeadinha que eu gosto, mas às vezes é preciso fazer um social". Por que ela não fica sempre assim brincalhona? Sorri enquanto ela dizia isso e chorei horrores ao vê-la sendo transportada na ambulância. Acho que é porque me faz lembrar de muita coisa. Dói. E dói quando os vizinhos ficam olhando com cara de espanto, dói quando um vizinho mais ousado vem perguntar se ela "arruinou-se". A minha avó pode ser a pessoa mais difícil que eu conheço, mas eu a amo muito e dói quando ouvimos isso. A tarde vamos visitá-la na UTI e espero encontrá-la mais corada.
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